
Selo comemorativo do Serviço de Correios dos Estados Unidos com a foto F. Scott Fitzgerald (1995)
No meu último post teci breves comentários sobre a obra de F.Scott Fitzgerald, pelo menos o que conheço dela até o momento. Nesta semana encontrei tempo livre para ler mais um livro de sua autoria, o seu primeiro: “Seis contos da Era do Jazz” de 1922.
Sempre enredos repetitivos e previsíveis, mas não enfadonhos, renderam de Hemingway, a seguinte crítica: “Fitzgerald só escreve sobre ricos”. De fato, concordo com seu parceiro de aventuras na Paris de 1920. Mas não é apenas esse óbvio elitismo que salta aos olhos nas páginas de Fitzgerald. Quase um século depois, quem entra em contato com a obra de Fitzgerald, vê que no passado não era muito estranho ser racista e machista também. Certos trechos são de ruborizar o mais conservador entre os contemporâneos.
Entre os conflitos amorosos da nata social americana vivendo ao máximo do estilo, a narrativa se quebra para descrever troca de tiros entre ladrões negros de Paris, judeus nova-iorquinos avarentos e oportunistas sacaneando campeonatos de baseball e mulheres desonestas por conveniência da natureza feminina. Assim, Fitzgerald lança mão de todos os preconceitos comuns em sua época, sem se dar conta de estar errado. Politicamente incorreto por acidente, hoje me faz rir encontrar nas suas descrições afetadas uma percepção tão errada do que se tornaria a história.
Mas é compreensível e não deveria ser um impeditivo para leitura de muitos dos seus clássicos, afinal Fitzgerald morreu em 1961 e não viu o auge da luta pelos direitos civis. Quando ler basta imaginar que se trata de uma história contada por aquela vovozinha levemente racista que causa constrangimento sem se dar conta disso.
Tags: F. Scott Fitzgerald
05/02/2009 às 12:32 |
O que dizer sobre alguém que eu nunca li? Só tenho uma coisa a dizer: quero dirigiiiiiiiiiiiiir! HAHA
24/09/2009 às 19:12 |
[...] em serem os cronistas de suas respectivas gerações, é normal ir atrás de Balzac, Walt Whitman, Fitzgerald, Arthur Miller, Bellow…E, entre tantos, achar Tony Parsons, o jornalista do punk, é sempre [...]