Archive for fevereiro \18\UTC 2009

Santa cuca fresca

18/02/2009

Hoje o papa Bento XVI, grande fã de histórias engraçadas da inquisição, teologia da fé e programas de abstenção sexual se mostrou com a cuca quente na praça de São Pedro, pedindo mais união dos povos.  O  solidéu ficou sabendo e decidiu fugir durante o sermão.

Papa: tentativa fracassada de passar imagem carismática

Papa: tentativa fracassada de passar imagem carismática


*Post com a colaboração criativa e produtiva da excelentíssima Natália Nambara, diretora artística do Notas.

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Enfim, democracia

14/02/2009

Eu, Morsa, Andrés Sanchez, meu primo Rafael

Os corinthianos do dia: Eu, Morsa, Andrés Sanchez, meu primo Rafael

Sou alheio a qualquer obrigação como cidadão, mas levanto da cama num sábado de manhã para impedir uma possível guerra civil. Por isso hoje fui exercer meu direito corinthiano de escolher o novo presidente para os próximos três anos no maior clube brasileiro. Pude até botar a conversa em dia com alguns ídolos históricos, como o Biro Biro.

 

 

Eu e o espirito de Citadini marcando um churras

Eu e o espírito de Citadini marcando um churras

Juan, Rafael, Biro Biro e Eu

Fiscalizando o processo democrático: Juan, Rafael, Biro Biro e Eu

O novo estatuto, votado há alguns meses atrás, estabelece que somente  os 10.569 sócios podem escolher o novo aiatolá, sem a necessidade de aprovação dos Conselheiros. Com algumas boas novas: sem direito a reeleição e votos em urnas eletrônicas para facilitar o processo de apuração.

 

Concorreram três chapas. Uma delas, a Renovação e Transparência, formada pelo atual presidente Andrés Sanchez, Manoel Félix Cintra, presidente da BM&F Bovespa, e Roberto de Andrade, atual vice administrativo. A oposição, que se auto intitula Pró- Corinthians conta  com o dono da Kalunga, Paulo Garcia, e com o ex-diretor de futebol do clube Roque Citadini. Osmar Stábile, para fazer número encabeça a chapa Por um Corinthians Legal, tendo ao seu lado o advogado Ilmar Schiavenato e a empresária Maria Aparecida Fillipini.

 

Votei em Sanchez, claro, e que corinthiano sangue puro como eu não o faria? O homem foi responsável por ações que recolocaram o Corinthians na sua posição de direito. Trouxe-nos de volta à elite, unidos e com as contas em dia. Continuidade para o bom trabalho, para um estatuto forte e uma base para os campeonatos de 2009.

 

Paulo Garcia, por outro lado, sempre lembra meus aniversários com congratulações e espírito de renovação. Nas eleições fez questão de mandar kits com camisetas e cadernos do clube para todos da família. Chamou batucada de quem nem poderia votar, distribuiu adesivos e santinhos que sujaram o sagrado chão do Parque São Jorge.

 

Muito barulho por nada, muito dinheiro por nenhum retorno de confiança dos sócios. Não se ganha eleição no dia e a frase do hoje perceptivelmente triste Citadini ainda ecoa na minha cabeça. “Comemorar título de segunda divisão é como dar churrasco na laje para aquele primo que acabou de sair da cadeia”. Por isso tirei uma foto com o espectro político do homem. Não é todo dia que se vê fantasma.

 

Quanto a Stábile, a terceira via, fez sua campanha distribuindo Cd’s, enviados anonimamente às casas dos sócios, com notícias incriminadoras sobre as negociações dos jogadores do plantel alvinegro. Mais, entre os arquivos até escuta de conversas de André Sanchez ele incluiu. Um Corinthians Legal, claro.

Pô, vó!

04/02/2009
Selo comemorativo do Serviço de Correios dos Estados Unidos com a foto F. Scott Fitzgerald (1995)

Selo comemorativo do Serviço de Correios dos Estados Unidos com a foto F. Scott Fitzgerald (1995)

No meu último post teci breves comentários sobre a obra de F.Scott Fitzgerald, pelo menos o que conheço dela até o momento. Nesta semana encontrei tempo livre para ler mais um livro de sua autoria, o seu primeiro: “Seis contos da Era do Jazz” de 1922.

Sempre enredos repetitivos e previsíveis, mas não enfadonhos, renderam de Hemingway, a seguinte crítica: “Fitzgerald só escreve sobre ricos”. De fato, concordo com seu parceiro de aventuras na Paris de 1920.  Mas não é apenas esse óbvio elitismo que salta aos olhos nas páginas de Fitzgerald. Quase um século depois, quem entra em contato com a obra de Fitzgerald, vê que no passado não era muito estranho ser racista e machista também. Certos trechos são de ruborizar o mais conservador entre os contemporâneos.

Entre os conflitos amorosos da nata social americana vivendo ao máximo do estilo, a narrativa se quebra para descrever troca de tiros entre ladrões negros de Paris, judeus nova-iorquinos avarentos e oportunistas sacaneando campeonatos de baseball e mulheres desonestas por conveniência da natureza feminina. Assim, Fitzgerald lança mão de todos os preconceitos comuns em sua época, sem se dar conta de estar errado. Politicamente incorreto por acidente, hoje me faz rir encontrar nas suas descrições afetadas uma percepção tão errada do que se tornaria a história.

Mas é compreensível e não deveria ser um impeditivo para leitura de muitos dos seus clássicos, afinal Fitzgerald morreu em 1961 e não viu o auge da luta pelos direitos civis. Quando ler basta imaginar que se trata de uma história contada por aquela vovozinha levemente racista que causa constrangimento sem se dar conta disso.

Ixalá, que bomba?

04/02/2009

O Irã se prepara para mais uma eleição “democrática” nos próximos meses. Ao que parece na Terra dos Aiatolás duas escolhas possíveis já se formam no horizonte eleitoral. Entre o reformista do baixo clero Mohammad Khatami – presidente entre 1997 e 2005 – e o atual capeta da política internacional Mahmoud Ahmadinejad, que conta com o apoio do chefe-máximo aiatolá Khameini, a disputa se dará entre dois candidatos de perfis opostos e populares.

No mundo católico, o embate seria algo equivalente a padre Macerlo Rossi contra Bento XVI. Ahmadinejad tende a dar fôlego para o projeto de desenvolvimento nuclear, a predominância ultraconservadora nos costumes e manter o possível financiamento de milícias no Iraque e no Afeganistão. Já Khatami, a boa escolha na minha opinião, defende as melhores idéias do mundo civilizado: liberdade de expressão, relações diplomáticas justas com a União Européia e com a Ásia, mercado livre e liberal com investimento estrangeiro e , de quebra, direitos civis nos moldes ocidentais.

Agora, se você diz que essas idéias não são muito populares por lá, já lhe digo, amigo…Quando foi eleito pela primeira vez, Khatami arrebanhou nada mais, nada menos, que 70% dos votos. Mas o que atrapalhou na primeira vez foi a linha-dura que está hoje nos noticiários prometendo: “Não faremos uma bomba nuclear”. Que o efeito Obama se dê por lá também, quem sabe assim uma era de paz para arrumar a casa.

Está um pouco desatualizado. Mudam alguns atores mas a cena é sempre a mesma por enquanto, pela descontração:

Semana que vem: Tenho sido paparicado com doces, tortas e quitutes nos últimos dias será que a culpa de uma traição está sendo compensada com comida? Os manjares e o jeito sexy da chef fatale merecem um post grande e ilustrativo, mas espero o teste final da torta de chocolate. Até!